Aprendizagens entre telas e afetos

O celular está na sala, na cozinha, na mesa, no quarto… Está onipresente. A criança é testemunha dessa relação, dessa janela que areja ou escraviza. Em tempos de pandemia, muitos adultos estão mais tempo diante da tela, e a criança, muitas vezes, quer o celular para brincar, jogar, se comunicar com alguém. O que fazer? Permitir que tipo de uso? Como ele pode ser recurso de aprendizagens instrutivas?

Sem fazer qualquer apologia ao celular, sem defender ou julgar os combinados e regras de cada família, sem negar a importância de limitar o tempo diante da tela, que tal pensarmos em melhores usos dessa tecnologia?

O celular tem um recurso básico: enviar e receber mensagem oral ou escrita. E as crianças, com limitações comunicativas próprias da idade, optam por gravar mensagens. E se aquelas que já estão alfabetizadas ou em processos de alfabetização fossem incentivadas a enviar mensagens por escrito? O recurso se tornaria um meio de aperfeiçoamento da linguagem. Como ajudá-las a realizar tal ação?

Vamos dar algumas dicas:

  1. Converse com a criança sobre a mensagem que ela gostaria de dizer.
  2. Ajude-a a sintetizar o que ela deseja dizer.
  3. Peça para a criança escrever no papel ou no próprio teclado do celular uma mensagem.
  4. Ajude a criança a descobrir a escrita correta das palavras. Sugira o som das letras e das sílabas que compõem as palavras. Apresente a escrita correta de algumas palavras e peça à criança que faça a comparação.
  5. Ajude a criança a buscar novos adjetivos para se expressar e, assim, ampliar o vocabulário.

E para os jovens, que tal diálogos sobre fake-news via whatsApp?

Sabemos que robôs vêm disparando mensagens com conteúdos difamatórios e inverossímeis para manipular, convencer e forjar opiniões. Um cenário digno de ficção científica que exige racionalidade e senso crítico.

O celular convoca nossos afetos quando oferece oportunidades de conexão, de socialização com os amigos e familiares, quando é espaço de aprender. Ele não pode ser invocado para disputas antiéticas.

Por: Eliane Dantas (Assessora de Comunicação)

1 comentário em “Aprendizagens entre telas e afetos”

  1. Consuelo Pinheiro de Abreu Aleixo

    Concordo Eliane, em tempos de pandemia nos restam as mídias para a demonstração do afeto e o celular pode ser sim uma recurso para o desenvolvimento das crianças em processo de Alfabetização, desde que assessorada por algum adulto. Adorei o texto!

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