Somos todos África

As professoras Ana Clara Ferraz (Ciências Sociais e Humanas) e Raquel Nogueira (Linguagens) estudaram com os alunos do 3º Ciclo diversos temas para refletirem sobre a tradição, a cultura e a resistência dos afrodescentes.

As heroínas negras brasileiras, a criação do Mundo segundo a mitologia afrodescendente e a difícil travessia do Atlântico rumo ao Brasil em navios negreiros. Esses foram alguns dos temas estudados ao longo de 2018 pelos alunos do 3º Ciclo com as professoras Ana Clara Ferraz (Ciências Sociais e Humanas) e Raquel Nogueira (Linguagens). Oportunidades para melhor refletirem sobre o processo de escravização, a luta dos negros no Brasil e a importância da cultura deles na formação da sociedade brasileira. Estudos também para desconstruir visões limitadas e preconceituosas tanto da África quanto do povo africano, para combater os estereótipos, estudar a História e a Literatura a partir de um olhar menos eurocêntrico.

No Café Cultural, evento anual da Escola da Serra,  foi criado um ambiente para sintetizar o percurso e as reflexões. Com a colaboração dos alunos, foram desenhados grandes painéis: do capoeirista Moa do katendê, da socióloga Marielle Franco e  " A Criação do Mundo segundo os Orixás". O público visitante pode apreciar um pouco da riqueza histórica, social, cultural e material dos afrodescendentes, aguçar os sentidos e ampliar o olhar para histórias e pessoas que são símbolos de resistência e de tradição.

Ainda no Café, foi oferecida uma  oficina para  construção de bonecas Abayomi.  Uma invenção  das mães africanas que, para  acalentar seus filhos  durante as terríveis viagens a bordo dos  navios  negreiros, rasgavam  retalhos de suas  saias e a partir deles  criavam pequenas bonecas,  feitas de tranças ou nós, que  serviam como amuleto de  proteção. Abayomi significa  ‘Encontro  precioso’ em Iorubá,  uma das maiores  etnias do continente africano.  Sem costura alguma (apenas nós ou tranças), as bonecas não possuem demarcação de olho, nariz nem boca, isso para favorecer o reconhecimento das múltiplas etnias africanas.

Esforços de uma escola inovadora para que os conteúdos ganhem mais sentido e significado e os alunos tenham uma formação integral!